quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Uma Igreja Relevante, Vai Além.

                                                     Uma igreja relevante vai além.
Lucas 10.33-35

Já vimos até aqui que uma igreja relevante:
1- Entende o sacrifício: A partir da perguntar feita pelo mestre da Lei, fica claro que não existe absolutamente nada que nós possamos fazer para herdar a vida eterna. Tudo vem de Deus e somos alvos da sua graça.
2-Não permanece de olhos fechados: Na história contada por Jesus, o Sacerdote e o Levita olham para o homem a beira do caminho e passam longe dele. Eles decidem "fechar os seus olhos", no entanto o Samaritano olha para ele, "abri os seus olhos", e senti compaixão.

Agora nós entendemos que a Igreja Relevante vai além...

Podemos observar no texto pelo menos três marcas de uma Igreja que vai além.

A Igreja Relevante vai além quando:

1- Ela sai do campo das boas intenções 
Possivelmente o Sacerdote e o Levita tiveram vontade de ajudar o homem na estrada, porém o que eles fazem é totalmente o inverso de qualquer ajuda. Eles passam de largo, desviam daquele homem.
Mais do que um simples sentimento ou pensamento, o Samaritano sai do campo teórico e transforma todo o seu sentimento em 9 grandes ações.

1- Ele se aproxima do homem.
2- Faz uma atadura no ferimentos
3- Aplica óleo e vinho
4- Coloca no seu próprio animal
5- Leva pra hospedaria
6- Trata dele
7- Cuida dele a noite toda
8- Dá dois denários
9- Promete voltar para pagar algum gasto extra!

A Igreja de Cristo deve buscar uma teórica bíblica consistente, no entanto deve colocar essa teoria em pratica.

2- Ela surpreende em amor
O texto deixa claro que as ações do Samaritano são totalmente inversas às ações dos Ladrões, do Sacerdote e do Levita.

Ladrões : 1- roubam; 2- deixam moribundo; 3- o abandonam
Samaritano: 1- paga por ele; 2-o deixa sob cuidados do hospedeiro; 3- fica a noite toda com ele, prometendo voltar.

Sacerdote e Levita: 1- olham e passa longe para não se contaminarem; 2- não abrem mão do conforto; 3- preferem a si mesmos.
Samaritano: olha e toca no homem; 2- abri mão do seu conforto; 3- prefere o bem do outro.

A Igreja de Cristo deve superar os outros em amor. Deve observar o seu campo de ação e potencializar os seus projetos nos lugares onde ninguém quer ir.

3- Ela se parece com Cristo

João 14:34-35 Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. 35 Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.

Jesus lança um desafio aos seus discípulos, dizendo que da mesma forma como Ele ama, nós devemos amar. E esse amor é a maior evidência do cristianismo! Porque amando como Ele ama, nós seremos reconhecidos como seus discípulos.

A Igreja relevante luta contra as suas próprias vontades e soberbas para parecer cada dia mais com Jesus.

Conclusão:
A igreja vai além quando observa esses pontos e com muita humildade clama a Deus pedindo por transformação e aperfeiçoamento de caráter.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Uma Igreja Relevante, não permanece com os olhos fechados



 Uma Igreja Relevante, não permanece de olhos fechados.

Lucas 10.25-33 
O estudo faz parte da série "Uma Igreja Relevante", que busca entender com base na palavra de Deus o que é qual a função da Igreja.

No mês passado já conversamos sobre a importância de entender o sacrifico, e por quê?

Em primeiro lugar, se não entendermos o sacrifício a parábola perdi o sentido, pois uma pessoa que não entende o sacrifício, não vê rações para amar alguém que não tem nada a ver com ela.

Os ensinamentos de Jesus só fazem sentido na vida daqueles que entenderam o sacrifico e hoje vivem em comunhão com o Deus trino.

Contexto: Aqui o mestre da lei, estava querendo acusar Jesus de herege, e por isso ele pergunta: o que eu posso fazer pra herdar a vida eterna? E Jesus lhe responde perguntando: o que diz a Lei e como você interpreta?

De Lei entendia muito e por isso responde corretamente, dizendo que devemos amar a Deus e ao próximo com todo nosso ser. Jesus concorda com sua resposta e lhe faz um desafio: - faz isso e viverás!

Sabendo que é impossível fazer isso, o mestre da Lei tenta se esquivar perguntando: QUEM É O MEU PRÓXIMO? E com esta pergunta temos o início da segunda parte do texto.

Problema do texto:

O próximo na concepção d mestres da lei eram homens e mulheres que viviam de baixo do mesmo pacto, assim os gentios, os "de fora", não estavam incluídos no "próximo"!

Mesmo já sabendo da resposta, ele pergunta: Quem é o meu próximo? E Jesus responde contando uma história com 4 personagens.

O primeiro que aparece na história é um ser humano, e a única informação que temos é que está no chão semimorto, pois foi roubado e espancado por alguns ladrões.

O segundo é o Sacerdote que está descendo de Jerusalém para Jericó, e provavelmente estava cumprindo suas duas semanas de oficio de sacerdote no templo. É um caminho conhecido por ele e que fazia parte da sua vida. E nesse dia em especial, ele se depara com um homem no chão semimorto.

Seria ele o "próximo" do Sacerdote? Como saber?

Naquela época havia grande diversidade entre as tribos, e existiam pelo menos duas características que distinguiam essas pessoas, a roupa e a fala.

Mas aquele homem está inconsciente e provavelmente nu. Como então saber se ele é um judeu ou não? Na dúvida, o Sacerdote escolhe ir embora e deixa este homem morrendo na estrada! Ele o vê, mas passa de largo.

O sacerdote era um homem com certo status financeiro e fazia este caminho a cavalo, o que lhe dá condições de ajudar aquele homem, mas ele não faz, e por quê?

Não queremos defender a ação do sacerdote, mas sabemos que ele também tinha fatores que favoreciam a sua decisão.

1- Esse homem está nu e inconsciente: ele talvez não fosse um dos "seus próximos".

2- Talvez esse homem estivesse morto, e o sacerdote não poderia tocar em um cadáver.
Se o homem estivesse morto, o sacerdote estaria impuro, contaminado, e contaminado ele não podia cumprir com seus ofícios de sacerdote. Ele iria ter que voltar para o templo e passar por um ritual de purificação.

Assim nós percebemos que ele tem razões lógicas para tomar essa atitude. Ele encontra "brechas" em sua consciência e ele as usa para se sentir no direito de passar de largo.

Ele sabe que poderia agir, mas sabe que poderia não agir! E assim ele escolhe fechar os seus olhos e seguir "em paz" sua viagem.

O terceiro personagem que aparece aqui é o Levita.

O Levita também estava voltando de Jerusalém e indo para sua cidade. O caminho também é conhecido por ele. É um caminho rotineiro, e andando em um dia comum, algo acontece de diferente, existe alguém semimorto na estrada!

O Levita não está sujeito a tantas regras de vida de purificação quanto o Sacerdote. Ele poderia tranquilamente parar e ajudar o homem, mas ele nos o faz, e por quê?

Assim como o Sacerdote, o Levita também tem razões concretas para passar de largo.

Sua posição.

Se o levita está voltando de Jerusalém, ele sabe que a pouco tempo algum Sacerdote tinha passado por ela.

Não ajudar este homem, é respeitar a posição de alguém superior, pois se o sacerdote passou e não fez nada, como o Levita poderia fazer?

Os levitas tinham também uma renda mais baixa que os sacerdotes, e sempre andavam a pé. Como ele levaria esse homem por tantos quilômetros?

Ele também não pode ficar ali parado dando os primeiros socorros porque correria um sério risco de passar pela mesma coisa. E ainda, ele não conseguia identificar se este homem é o seu próximo ou não.

Pois bem, ele também tinha alguns argumentos palpáveis para não ajudar este homem!

E assim ele vê o homem, mas escolhe passe reto!

O problema no texto é claro, a religiosidade, a comodidade, e a própria consciência, taparam os olhos do Sacerdote e do Levita. E esse é um sério risco que corremos também hoje.
Problema contemporâneo:

Diariamente quando estamos a caminho do trabalho, da escola, da casa de um amigo, da igreja, em uma viagem, etc... Nós nos deparamos com pessoas semelhantes a essa.

São crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos marginalizados! E temos também que tomar uma decisão entre ajudar ou passar de largo.
É claro que na maioria das vezes passamos de largo, até pelo grande número de desabrigados na rua, mas a grande pergunta é:
- O que faltou para o Sacerdote, para o Levita, que também tem faltado para nós?

E a resposta do texto é: compaixão!
Falta-nos a capacidade de se colocar no lugar do outro! E é exatamente por isso que muitas vezes nós olhamos para essas pessoas, mas não os vemos.

É essa a critica de Jesus para o mestre da lei. Ele está dizendo: você sabe muito, mas não tem compaixão!

E pra mostrar o que é compaixão, Jesus inclui o quarto personagem na história.

Solução do texto:

A sequencia lógica do texto seria que o quarto elemento fosse um leigo. Os sacerdotes e levitas serviam no templo por duas semanas, e os leigos iam também para o templo, então a lógica seria aparecer aqui um leigo.
Mas aqui Jesus de forma inesperada coloca um Samaritano na história.

Os samaritanos eram judeus, porém não legítimos. Quando os judeus sofreram o exílio eles começaram a se casar com mulheres de outros povos, o que era pecado, e desses casamentos mistos vieram os samaritanos uma mistura do judeu com gentil. Por isso os samaritanos não se davam com os Judeus, mas na história de Jesus, o odiado vira herói.

Jesus coloca o Samaritano numa estrada onde ele não poderia estar e num lugar onde os "seus próximos" também não andavam. A probabilidade do homem caído ser judeu é muito maior do que a de ser um samaritano, e mesmo assim o samaritano ao ver aquele homem, senti compaixão por ele.

Mesmo sem saber se aquele homem era um samaritano ou um judeu, o Samaritano sente o seu coração queimar de amor por aquele homem, ao ponto de colocar no lugar dele! E isso nos lembra o que Deus fez por nós, pois Ele deixando a sua glória se faz homem, morre, ressuscita, afim de redimir a sua igreja.

Pela graça Ele nos resgatou quando estamos ainda mortos na beira do caminho. E por que ele faz isso?

Para redimir os seus escolhidos afim de esses vivessem para sempre em comunhão com Ele, e aqui na terra mostrassem para a humanidade caída o que é compaixão!

E é por isso que Ele vai dizer...
Assim como eu faço, façais vós também! Assim como eu sirvo, sirvam também! Assim como eu sou santo, sejam também! Assim como eu sou perfeito, sejam também!

O nosso padrão de vida é o próprio Deus, e da mesma forma como Jesus andou, nós devemos andar. Ele andava pela terra derramando compaixão, e olhando para os outros com muito amor! Ele não via somente com os olhos, mas também com o coração!

E agora nós somos os seus passos aqui na terra, ou pelo menos, deveríamos ser.

O pecado e o diabo tenta diariamente fechar os nossos olhos, nos dizendo pra pensarmos somente em nós mesmos e pra não olharmos para o nosso próximo, mas Cristo veio ao mundo para nos mostrar o que é vida e como se viver. Aqui as suas ações eram de serviço, amor e compaixão, e o desafio da Igreja Cristã contemporânea é viver do mesmo modo e mostrar para a humanidade o que é o amor, afim de que todos se dobrem diante do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

Para refletir.

Quando olhamos para essas pessoas, qual tem sido a nossa atitude interior? As percebemos e somos indiferentes, ou temos o nosso coração inflado de amor e compaixão?

Sentimos apenas um desconforto racional ou ficamos inconformados com a situação de cada um deles?

Temos mais compaixão do que julgamentos?

Pensando no texto bíblico, nos parecemos mais com o Sacerdote e o Levita, ou temos a compaixão do Samaritano?

Conclusão:

A igreja relevante é a comunidade daqueles que entendem o sacrifico, sabem que foram resgatados pela graça e agora querem ser os olhos de Cristo na terra. Querem olhar com a mesma compaixão, querem servir de coração.

quarta-feira, 6 de março de 2013

UMA IGREJA RELEVANTE, ENTENDE O SACRIFÍCIO



Leitura: Lucas 10:25-28


Contexto:
Jesus está mais uma vez expondo a Palavra e o mestre da lei se dirigi a ele com a finalidade de testá-lo.
Duas coisas são muito interessantes nessa ação.
1-    Ele se levanta: O ato de se levantar, naquela época, demonstra muito respeito. Levantar-se significa que a pessoa a quem vamos nos dirigir é digna de muito respeito.
2-    Ele chama Jesus de mestre “Rabi”: O mestre reconhece a posição de Jesus, ou pelo menos, o iguala a Ele, que também era mestre.

Problema:
No meio do diálogo, nasce a pergunta, que parece simples mais é contraditória: “Que farei para herdar a vida eterna?”.
Consideramos contraditória esta pergunta, pelo fato de ser uma conversa entre judeus, que muito bem sabiam que o conceito de “herdar” a terra, no AT, ou a vida eterna, no NT, é uma dádiva de Deus. Essa pergunta traiçoeira só fortalece a tese de que a sua única intenção era a condenação de Jesus.
Jesus não responde a essa pergunta, pelo contrário, joga a responsabilidade de resposta para o mestre da lei perguntando: “O que está escrito na lei? Como interpretas?”. O mestre responde muito bem, demonstrando que a sua teologia era aparentemente muito boa, mas que apesar disso ele ainda não havia entendido o sacrifício. Ele busca por seus próprios méritos negociar o inegociável, fazer algo para herdar a vida, sendo que tudo o que podemos fazer para isso é crer no sacrifício de Jesus.
Ele não havia entendido que por causa do Éden, todo o nosso ser foi afetado pelo pecado, e que se dependesse de nós, nunca buscaríamos a Deus e nem seríamos aceitos por Ele, ou seja, o mestre da lei ainda não tinha entendido o sacrifício.

Problema atual:
Quando olhamos para a história cristã e para a nossa realidade “evangélica”, percebemos que muitos ainda não entenderam o sacrifício e por isso ainda vivem a buscar, por seus próprios méritos, um relacionamento com Deus, ou ainda, a vida eterna.
É fácil perceber hoje que em muitas igrejas tudo converge para alguém ou para alguma coisa, menos para o sacrifício, o que é um grande problema.

Resolução do problema:
O que Jesus está nos mostrando, é que amar a Deus e o nosso próximo nessa intensidade é impossível.
Nós bem sabemos que por causa do pecado original, não existe nenhuma chance de alguém amar a Deus e ao próximo desta maneira. Logo, o que se deve fazer para herdar a vida eterna é crer, entender, e descansar no sacrifício de Cristo.
Precisamos entender que o plano de redenção através do sacrifício, vem antes da fundação do mundo, e que somos alvos do amor de Deus, e não Ele alvo da minha fidelidade.

Conclusão:
O texto continua a partir de outra pergunta: “Quem é meu próximo?”.
Jesus conta uma parábola que responde perfeitamente esta pergunta. Mas antes de irmos mais a fundo na parábola, era extremamente necessário respeitar a ordem do texto e aprender que só quem entende o sacrifício, está disposto a se sacrificar pelo outro, ou ainda, que só quem sabe o quanto foi amado, pode lutar por aquele que foi desprezado.
Amar a Deus e ao próximo na intensidade do texto não é um caminho para se chegar à vida eterna, e sim um caminho daqueles que já vivem a eternidade.

Daniel M. Coelho

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Igreja brasileira, brasileira: Um sonho de muitos e a repugnância de outros..

Como seria uma Igreja brasileira? 
No momento estou fazendo a convalidação do meu diploma de teologia. Neste mês a matéria estudada tem por título “Religião e Cultura”.
Tenho lido ótimos textos a respeito desta temática, e a cada leitura, me deparo com milhares de perguntas, que no momento, faço a mim mesmo.
Já é do saber de todos que uma cultura, por mais “estranha” que seja, não pode estar acima das bases do evangelho, e que o evangelho também não pode, e nem pretende, desconsiderar a cultura onde está sendo pregado.
Dentro desses pensamentos, me perguntei:
- Onde está a Igreja brasileira?*
*Por brasileira se entende, a Igreja com a cultura brasileira, o jeito brasileiro, o pensamento brasileiro, uma liturgia brasileira, algo que corresponda às perguntas feitas pelo povo brasileiro; e não tão somente uma Igreja no Brasil.
Não quero me alongar neste assunto, até mesmo para não ser mal-entendido, e nem estou desconsiderando a legitimidade das igrejas brasileiras. O que quero apenas é pensar e sonhar em como seria uma igreja brasileira. E para isto conto com a sua ajuda.
Escreva aqui a sua opinião de como seria uma igreja 100% brasileira.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

SEMPRE FOI ASSIM!



Conta-se a história de três macacos que viviam presos em uma jaula.
No canto dessa jaula havia uma escada e, na parte superior, um lindo e saboroso cacho de bananas.
Um dos macacos, sendo mais jovem e ousado do que os outros, logo percebeu que poderia pegar as bananas, e por isso rapidamente subiu à escada. O que ele não sabia é que, todas as vezes que ele subia a escada, um jato de água era disparado em sua cabeça e o impedia de chegar ao cacho e, para piorar, também molhava os outros dois macacos.
Alguns meses depois, o macaco mais jovem foi substituído por outro, que até então não estava na jaula. O novato, ao entrar na jaula, logo correu para pegar o cacho, porém antes mesmo que chegasse à escada, os outros dois macacos, já veteranos, bateram nele, impedindo-o até mesmo de chegar até a escada. E quanto mais ele tentava, mais ele apanhava.
Tadinho do macaco, mal sabia por que apanhava.
O tempo passou, e mais um dos macacos mais velhos foi substituído, e assim a cena se repetia.
Cada macaco novo que entrava corria para pegar as bananas, e apanhava sem saber o porquê.
Tudo era igual, até que chegou o tempo em que tanto os macacos que batiam, batiam sem saber o porquê, e os que apanhavam, apanhavam sem saber o porquê.
O que os macacos não sabiam era o simples fato de que o jato d´agua havia sido retirado há muito tempo, e que se subissem na escada, poderiam tranquilamente saborear aquelas bananas deliciosas.
Resultado?
Muitos morreram batendo e apanhando, e as bananas permaneceram intactas.
Essa é, infelizmente, a realidade de alguns líderes que se encontram em nossas igrejas evangélicas; batem em pessoas sem saber o porquê, defendendo um ideal que se tornou “santo”, correto e único. Gastam suas forças por ideias que nem ao menos são conhecidas por eles mesmos.
Pense nisso.

Daniel Martins Coelho.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

“O símbolo que vai a frente da camisa é mais importante do que o nome que vai atrás”.



Em meio à má fase da seleção brasileira na última Copa Americana, o capitão da seleção Lúcio declarou: “O símbolo que vai a frente da camisa é mais importante do que o nome que vai atrás”.
Não tenho a intenção de falar mal da seleção brasileira de futebol, porque você e o Brasil inteiro já o fizeram muito nas últimas semanas. Quero aproveitar esse gancho para refletir nesta frase, “O símbolo que vai a frente da camisa é mais importante do que o nome que vai atrás”, pensando na Igreja Evangélica Brasileira.
Quantas denominações você acha que existem no Brasil? Não faça uma pesquisa, apenas gaste 30 segundos pensando e perceba quantos nomes de igrejas evangélicas já vieram em sua cabeça... Muitos, não?
Quantos símbolos diferentes, mas qual é o símbolo que vem na frente da sua camiseta?
Uma cruz brilhando? Quatro quadrados coloridos? Uma sarça? Uma pomba voando? Uma pomba no meio de um coração? Uma Bíblia aberta saindo fogo do meio? As palmas das mãos segurando um globo? Um peixinho? Afinal... Qual é o símbolo do sua camiseta?
Vou ser sincero: Estou cansado dessa briga ridícula sobre qual é a denominação certa, ou qual é a mais bíblica.
Estou cansado de ver pessoas batendo no peito o nome de suas igrejas, como se elas estivessem certas e as outras erradas.
Iai, o que me diz? Qual é a igreja certa?
A sua ou a minha?
Suponho que muitas igrejas trocaram as ordens dos fatores e alteraram todo o “produto”. A cruz do calvário foi substituída por alguns símbolos, que antes eram secundários. Os nomes que antes vinham atrás das camisas agora ocupam um lugar que nunca lhes pertenceram. A essência do evangelho foi perdida em algum lugar, e hoje o que vemos são símbolos e mais símbolos carregados de orgulho e arrogância.
Até quando vamos brigar?
Se for para brigar, que briguemos unidos a briga do amor ao próximo! Que briguemos pela justiça! Que briguemos em favor dos pobres! Que briguemos pela paz...
Vista a camisa do evangelho, a camisa do amor, que tem como símbolo uma cruz vazia, que nos traz a memória um Deus todo poderoso que escolheu morrer por mim e por você, para que vivamos a graça do evangelho.
Vista a camisa da sua igreja, desde que ela seja a camisa do evangelho, com o símbolo da cruz na frente, e o seu nome atrás, pois “O símbolo que vai a frente da camisa é mais importante do que o nome que vai atrás”.
Daniel M. Coelho.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Porto do reconhecimento...


No início do século XX um casal de missionários norte-americanos, após de três décadas servindo à igreja na África, retornava para os Estados Unidos. No entanto, no mesmo navio estava também o então presidente Teddy Roosevelt retornando de uma temporada de caça no continente africano.
Já no momento de embarque o coração do missionário ficou grandemente incomodado ao ver uma grande multidão acenando ao som de uma banda. Tudo aquilo fazia parte da festa de despedida para o presidente que havia vinda para a África, por algumas semanas, para caçar alguns animais. Aquela imagem inquietou seu coração e o acompanhou ao longo da travessia do Atlântico.
Mas, chegando ao porto de Nova Iorque, tudo o que foi intensificado quando percebeu que ali também existia uma grande multidão e uma festa havia sido preparada para receber de volta o presidente. No entanto, para eles que haviam dedicado mais de três décadas de serviço missionário naquele continente, não havia ninguém sequer para recebê-los e dar-lhes boas vindas.
Eles, então, desembarcaram completamente desapercebidos, pegaram suas coisas e se dirigiram para um pequeno e velho apartamento no setor leste da cidade de Nova Iorque. Foi quando o missionário rompeu o silêncio e disse à sua esposa:
"Não é justo! Sacrificamos nossas vidas no serviço do Senhor, gastamos os melhores anos de nossoas vidas numa terra distante, enfrentamos imensas tribulações e adversidades, e até mesmo perdemos e enterramos alguns de nossos filhos naquele lugar. E depois de tudo isso, o que encontramos quando chegamos em casa? Que tipo de honra recebemos ao voltar para casa? Alguém nos esperava para reconhecer nossa dedicação e serviço?"
Ouvindo as palavras de revolta de seu marido, a esposa tentou de alguma forma consolá-lo dizendo:
"Querido eu sei que não parece justo. Depois de tantos anos de dedicação, nossa volta para casa deveria ser acompanhada de algum reconhecimento. Mas este não me parece ser o sentimento que devemos ter no coração. Vá até o quarto, converse com Deus sobre isso e vejo o que ele tem a dizer."
E ele então foi, ajoelhou-se à beira da cama, sozinho. Ficou lá por um bom tempo e, quando saiu, seu semblante estava mudado. Sua esposa percebeu que algo tinha acontecido. Então, ele perguntou:
"O que aconteceu?"
E ele respondeu:
"Eu me ajoelhei e chorei diante de Deus. Declarei que não havia achado justo chegarmos em casa, depois de tantos anos de dedicação, sem qualquer reconhecimento. Mas, enquanto dizia tudo isso, foi como se Deus tivesse se inclinado e colocado sua mão no meu ombro, para me dizer: "Mas, meu filho, você ainda não chegou em casa!"."

Retirado de AGRESTE Ricardo "Revisão de vida; para viver e não se arrepender".